O uso de substâncias que modificam o estado psicológico tem ocorrido em todas as culturas conhecidas desde a Antiguidade. Em sociedades modernas, especialmente as ocidentais, o uso descontrolado dessas substâncias tornou-se um dos principais problemas de saúde pública. Em geral, todos já tiveram algum tipo de contato com a cafeína e a nicotina (cigarros), consumiram álcool e/ou já experimentaram canabinóis.
É considerada substância psicoativa qualquer substância que, utilizada por qualquer via de administração, altera o humor, o nível de percepção ou o funcionamento cerebral, podendo ser legalmente usadas, prescritas ou ilícitas (ilegais).
No entanto, não existe uma fronteira nítida entre o que seja um simples uso de psicoativos, um abuso ou mesmo uma dependência severa, pois tudo isto se desenvolve em um continuum. O psicoativo assume um papel progressivamente importante na vida do usuário à medida que suas atividades e seu círculo social vão ficando cada vez mais associados ao uso. Assim, vão surgindo problemas de natureza familiar, social, legal, financeiro e físico, entre outros causados.
Considera-se abuso dessas substâncias quando o uso ultrapassa qualquer padrão aceito, social ou médico, gerando prejuízos à vida do usuário em um ou mais dos aspectos citados acima. Já a dependência ou uso compulsivo implica em uma necessidade ("fissura"), seja de natureza psicológica ou física. Nesse último caso, o organismo da pessoa adaptou-se e apresenta sintomas em relação a sua abstinência.


