O tédio deixou de ser apenas um desconforto passageiro e passou a exercer um papel importante na nossa saúde mental. Aqueles segundos de “nada acontecendo” – seja numa fila de banco ou diante de uma tela em branco – podem revelar muito sobre o funcionamento interno do nosso cérebro.
O tédio é definido como um estado de desconforto cognitivo e afetivo, caracterizado pela percepção de falta de estímulos significativos e de propósito imediato.
Quando ficamos entediados, nosso cérebro busca automaticamente qualquer distração externa ou interna para preencher esse vazio. Mas, se resistimos à tentação de desviar a atenção, entramos num território que pode ser desconfortável – e revelador.


