Você tem um problema que você mesmo causou na boa intenção de resolver outro. Assim é, na maioria das vezes, a situação de quem tem dependência química em qualquer droga.
O dependente tem uma dor emocional, uma falta de propósito de vida e busca se distrair com o entorpecimento, que faz a pessoa se sentir melhor, já que sob o efeito das substâncias “dói menos”.
No primeiro momento, chamado “pré-contemplativo”, o dependente não pensa em parar e não percebe o uso da substância como sendo algo ruim. As justificativas nessa fase são: “bebo porque é artesanal”, “uso para relaxar”, “posso parar quando quiser”.
Com essas afirmações, os usuários continuam com o uso e os problemas e prejuízos vão se acumulando gradualmente. Se a pessoa tivesse condições de perceber o problema e entender que sua capacidade de ganhar essa guerra é mínima, reveria seus comportamentos e buscaria outros caminhos para se sentir melhor.
“Adição” é o nome dado à dependência. Sua origem vem da palavra “adicto”, que significa “escravo”; aquele que não tem vontade própria e segue as ordens de “um senhor”.
Essa é a vida de um dependente: a pessoa passa a ser um escravo que troca sua liberdade por um prazer momentâneo.
Só é dependente “quem pode”. A maioria dos usuários possui predisposições genéticas, mas para que a dependência aconteça, é preciso que a pessoa tenha contato com a substância. Ou seja: quanto mais se facilita o acesso, mais dependentes teremos. Essa é a maior evidência para não liberar ou legalizar qualquer substância para uso recreacional.


