A internet é uma ferramenta usada tanto para entretenimento, como para instrumento de trabalho, que trouxe a disponibilidade infinita de informações, porém alguns usuários desenvolvem comportamentos problemáticos referentes ao uso da rede.
Estima-se que 10% dos usuários em algum momento de suas vidas terão comportamento problemático com o uso da internet.
Os comportamentos problemáticos podem ser classificados como:
Dificuldade em resistir ao desejo de se conectar à rede.
Sentir a vida sem graça ou desinteressante sem a internet.
As pessoas próximas queixam-se de que você passa muito tempo conectado(a).
Prefere permanecer conectado à internet a fazer outras atividades, por exemplo, sair conhecer pessoas.
O uso da internet traz prejuízo no trabalho ou estudo.
Sentimentos de desconforto, ansiedade ou depressão desaparecem quando se conecta à internet.
A origem da dependência da internet não é clara, entretanto se encontra problemas como ansiedade e depressão em praticamente todas as pessoas que apresentam tal comportamento, assim como outras dificuldades: autoavaliação negativa, sensibilidade no contato com pessoas, ansiedade social ou fobia social e dependência de substâncias.
Podemos dividir as características básicas dos problemas com a internet em dois aspectos:
Uso patológico generalizado, ligado a navegar pela internet sem um propósito específico.
Quando relacionada ao uso patológico específico, pode ocorrer abuso de funções como sites eróticos, jogos, compras e salas de bate papo ou outros ambientes.
Os critérios de diagnóstico são:
1) Preocupação excessiva com a internet.
2) Necessidade aumentada de tempo conectado à internet para se ter a mesma gratificação.
3) Esforço repetitivo para se diminuir o tempo conectado.
4) Irritabilidade e/ou depressão.
5) Quando o tempo conectado é diminuído, a pessoa apresenta labilidade afetiva.
6) Permanece conectado mais tempo que o desejado.
7) Trabalho e interações sociais são prejudicadas pelo uso exagerado da internet.
8) Mente aos outros o tempo conectado à internet.
Fonte: Young (1998).
Infelizmente, uma característica dessa situação é a busca de ajuda somente quando graves complicações já estão estabelecidas.
O tratamento nesses casos é realizado por meio de medicações (para controle dos sintomas de ansiedade e depressão) e psicoterapia, que visa a solução e prevenção de problemas como: dificuldades nas interações pessoais, aumento do repertório vivencial e reformulação do modo disfuncional de pensar e agir frente ao mundo, aos outros e a si mesmo.


