Inveja: o que pode haver de útil nela?

A Inveja é considerada um sentimento que pode ser classificado como negativo, pois é associado a desprazer por quem a sente.

Sentimos inveja por algo que atribuímos como de valor para nós e que não está ao nosso alcance ou está em posse de outro. Mas por que se incomodar com o bem ou satisfação de outra pessoa? 

O que justifica a pessoa ter ou sentir inveja é a percepção de que se é incapaz de adquirir ou de construir a situação ou objeto desejado.

Porém, nada é de todo o mal, nem de todo bem. Então, o que poderia ser útil em sentir inveja ou o que podemos aprender com ela?

As emoções não são a representação do real, mas são somente um alarme que tenta nos deixar preparados para o que pode vir e, em grande parte das vezes, não são fidedignas, nem tão pouco funcionais para lidar com as situações do dia a dia. Por exemplo: a inveja nos alertando das nossas incompetências e demonstrando o que pode ser de valor para nós, mas que não temos em nossa posse.

Se pensarmos de maneira construtiva sobre a inveja, ela nos mostra o que valorizamos. Além disso, proporciona-nos questionar as nossas escolhas sobre o que é realmente importante para nós, buscando retribuir por demandas mais funcionais, úteis e boas. 

Quanto às nossas incompetências: elas podem muitas vezes ser o resultado de não tentarmos resolver nossos problemas de maneira diferente, sem arriscar um jeito alternativo por já estarmos acostumados ou condicionados em acreditar e agir pelos mesmos modos. Fazendo sempre as mesmas coisas, teremos sempre o mesmo resultado.

Então, em vez de invejar e sentir o desconforto inerente à inveja, deveríamos trocá-la por questionar e mudar o que damos valor, enfrentando nossas ideias de incompetências, tentando de maneira diferente resolver os problemas e limitações próprias.

Faça a limonada dos limões! 

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