Dependência: o prazer da escravidão

Você tem um problema que você mesmo causou na boa intenção de resolver outro. Assim é, na maioria das vezes, a situação de quem tem dependência química de álcool, tabaco, maconha, cocaína ou qualquer outra droga.

O viciado tem uma dor emocional, uma falta de propósito de vida e busca se distrair com o entorpecimento. O vício faz a pessoa se sentir melhor, já que sob o efeito das substâncias “dói menos”.

No primeiro momento, chamado “pré-contemplativo”, o viciado não pensa em parar com o vício e não percebe o uso da substância como sendo algo ruim. As justificativas nessa fase são: “bebo porque a cerveja é artesanal”, “uso maconha para relaxar”, “posso parar quando quiser”.

Com essas afirmações, os usuários continuam com o uso de drogas e os problemas e prejuízos vão se acumulando gradualmente. Se a pessoa tivesse condições de perceber o problema e entender que sua capacidade de ganhar essa guerra é mínima, reveria seus comportamentos e buscaria outros caminhos para se sentir melhor.

“Adição” é o nome dado à dependência. Sua origem vem da palavra “adicto”, que significa “escravo”; aquele que não tem vontade própria e segue as ordens de “um senhor”: a droga.

Essa é a vida de um dependente: a pessoa passa a ser um escravo que troca sua liberdade por um prazer momentâneo.

Só é dependente químico “quem pode”. A maioria dos usuários possui predisposições genéticas, mas para que a dependência aconteça, é preciso que a pessoa tenha contato com a substância. Ou seja: quanto mais se facilita o acesso às drogas, mais dependentes teremos. Essa é a maior evidência para não liberar ou legalizar qualquer substância para uso recreacional.

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