Como o medo pode afetar a vida

Medo: sensação que proporciona um estado de alerta pelo receio de alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado. Pesquisa realizada pela área de Inteligência de Mercado do Grupo Abril, juntamente com o instituto de pesquisas digitais MindMiners, descobriu que o medo é a emoção mais citada quando o assunto é coronavírus.
Pesquisa publicada na Revista Brasileira de Psiquiatria revisou estudos feitos em tragédias, epidemias e pandemias e demonstrou que, quando o medo é crônico ou faz o perigo parecer maior do que é, ele pode se tornar gatilho para problemas mentais relacionados ao aumento dos níveis de ansiedade e estresse.


Por isso, após o fim da pandemia de coronavírus, é infelizmente esperada a pandemia de transtornos mentais. E o número de pessoas afetadas pelos problemas psiquiátricos tende a ser maior do que os que serão afetados pelo próprio coronavírus.


O medo pode começar com um pequeno incômodo que logo pode evoluir para algo que não sai da cabeça, que altera toda nossa percepção da realidade, transformando-a em algo assustador. Essa situação pode ainda causar sintomas físicos, como falta de sono, taquicardia, dor de cabeça, aumento da pressão arterial e alergias na pele, que, com o tempo, podem virar doenças como hipertensão e diabetes.


No caso do coronavírus, os medos podem ser vários: medo de sair de casa, de pegar a doença, de se aproximar de outras pessoas, de ter dificuldades financeiras, de perder o emprego e de morrer. Para que o medo não cresça e passe a controlar a sua vida, é preciso saber administrá-lo e ter algumas coisas em mente. Aqui vão algumas dicas:


- Pense por outra perspectiva: se o medo é o de ser infectado, por exemplo, pense que há medidas de prevenir a doença e que é possível evitar o problema tomando todas as precauções. Tente ver o lado "bom" das coisas e pensar que tudo tem uma solução;
- Distraia-se: ler um bom livro, ver um filme ou acompanhar uma série podem ser boas formas de distrair a cabeça e esquecer o medo;
- Pratique exercícios físicos: manter o corpo em movimento alivia o estresse, melhora a memória e o estado de humor e ajuda a dormir melhor.
- Cuidado com o consumo de informações: estar informado é bom, mas quando a informação vira uma obsessão, pode gerar ainda mais medo;
- Converse: mesmo mantendo o distanciamento social, você ainda deve manter contato com amigos e familiares através das tecnologias disponíveis. Aproveite para dividir com eles todas suas angústias e medos;
- Converse com um psiquiatra: mesmo tomando todas essas medidas, você ainda sente que não consegue controlar seu medo? Procure um psiquiatra, ele poderá ajudar com o tratamento correto e eficiente.

Dr. Ricardo Zimmer
Médico Psiquiatra
Pós-graduado em Endocrinologia e Metabologia
CRM-SC - 10305 RQE 9292


Fontes:
https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/medo-e-tensao-brasileiros-coronavirus/
https://www.vittude.com/blog/lidar-com-o-medo-na-quarentena/
https://blog.psicologiaviva.com.br/adaptacao-em-tempos-de-covid-19/
https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/04/01/medo-da-pandemia-de-covid-19-afeta-a-saude-emocional-como-lidar-melhor.htm

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