A dor que nunca passa

A dor que nunca passa


Dor constante, interrupta e que nunca acaba: essa é a descrição dada por quem sofre com a dor crônica. O problema é debilitante e afeta muito quem sofre com a doença, podendo levar a outros transtornos como depressão e deficiências psicomotoras.


Muitos dos pacientes que sofrem com esse problema passam por cirurgias e mais cirurgias para tentar curar a dor. Muitas desses procedimentos cirúrgicos só acabam por piorar o transtorno. Isso acontece porque, em muitos dos casos, a dor crônica é psicológica, e não física.


Por conta disso, quem tem essa dor, ainda precisa lidar com o estigma de sofrerem com um problema invisível. Afinal, a maioria dos exames não vai detectar alteração nenhuma no local em que a dor é sentida. Muitos pacientes relatam que são tidos como loucos, neuróticos, preguiçosos, mentirosos e fingidos.


Minha tarefa como psiquiatra é desmistificar essa dor e mostrar para todos que, mesmo invisível, ela existe e é bem real para quem sente.


Estudos mostram que cerca de um terço da população mundial apresentará algum tipo de dor crônica durante a vida. Elas podem aparecer tanto por desordens do sistema cerebral responsável pela percepção, mas também pelo sistema de inibição de dor.


O que acontece, na maioria dos casos, é que os sinais de dor são gerados tão repetidamente que os circuitos neurológicos sofrem alterações eletroquímicas, tornando-se mais sensíveis aos estímulos e mais resistentes aos mecanismos de inibição. Dessa maneira, o cérebro fica com uma “memória dolorosa”.


Hoje, conhecemos melhor a dor crônica. Por isso, alguns tratamentos já se mostram muito eficientes para a melhora do problema. Entre eles, a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT/TMS).


Um estudo realizado pela Université du Québec à Chicoutimi (UQAC) com pessoas que sofriam com dor crônica avaliou a capacidade de colocar uma toalha no varal. 10 dias após às sessões de EMT/TMS, uma melhora de até 60% no índice de dor e de até 50% na mobilidade física foi diagnosticada nesses pacientes, que conseguiram colocar mais toalhas no varal.


A Estimulação Magnética Transcraniana é tão eficiente porque age diretamente nos neurônios que controlam a dor. Por isso, consegue tratar o problema sem causar efeitos colaterais significativos.


Para realizar esse tipo de tratamento, o paciente deve procurar um médico psiquiatra com experiência e certificação em Estimulação Magnética Transcraniana (EMT/TMS) para fazer a avaliação e definir se a aplicação é possível.


Dr. Ricardo Zimmer
Médico Psiquiatra
Pós-graduado em Endocrinologia e Metabologia
CRM-SC - 10305 RQE 9292
http://www.ricardozimmer.com.br/
 

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